Publicado em 20/10/2017


A Igreja e os Sacramentos - 8ª PARTE

O Sacramento da Misericórdia

 

 

Por: Diácono Sandoval

 

 

 

Na história deste sacramento, devemos considerar três épocas diferentes. E, para entender bem esta diferença, temos que voltar ao Evangelho: João Batista batizava os pecadores (Mt 3,7) ameaçando com palavras terríveis: “Raça de víboras”, etc. Mas quando vê Jesus aparecer no meio dos pecadores, ele amansa a voz e exclama: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”. E Cristo tira os pecados pela revelação da MISERICÓRDIA DIVINA.


Parece que gostava de ser rodeado por uma “turma” de pecadores: Mateus, a samaritana, a adultera, Madalena, Zaqueu, Pedro, o ladrão e parece que os pecadores gostavam de seguí-lo, como novo amor, aquele que “não veio salvar os justos, e sim os pecadores” (Mc 2,13)


São João (1 Jo, 8-9 e 2, 1-2) resumo tudo isso com estas palavras: “Se dissermos que não temos pecados, somos mentirosos...” Em Mt 18, 22 Jesus garante: “Tudo o que ligardes... será ligado; tudo o que desligardes na terra, no céu também será desligado!”


Mas é sempre bom frisar: reconciliação não é rotina, é acontecimento que importa uma profunda mudança de vida. Talvez seja bom lembrar que nos primeiros séculos do cristianismo, a ABSOLVIÇÃO era concedida uma única vez na vida.


Foi no século VIII que alguns monges irlandeses começaram a absolver os que caíam outras vezes, se manifestavam arrependimento sincero. Aos poucos, este costume entrou na Igreja toda, chegando-se a dar mais importância ao RITO, do que ao ARREPENDIMENTO verdadeiro e a renovação de vida!


A REMISSÃO DOS PECADOS, pela qual Deus se faz homem, é bem mais “ampla” do que entrar numa fila diante de um padre no confessionário para contar depressa as nossas infidelidades. A obrigação de “confessar-se, pelo menos uma vez por ano” foi sancionada no Concílio de Latrão IV em 1215.


Graças ao VATICANO II, estamos voltando às origens. A Igreja está redimensionando os Ritos Penitenciais. Somos ministros da imensa MISERICÓRDIA e não da inevitável JUSTIÇA de DEUS (Jo 3, 77 e 12-42)

 

A CELEBRAÇÃO DA PENITÊNCIA

 

1. Caminho normal é a confissão individual, com a Acolhida, Palavra, Exposição sincera dos pecados, Absolvição, Penitência, e certeza da INVIOLABILIDADE do segredo sacramental.


2. Celebração comunitária, com Acolhida, Palavra, Exame, etc. seguida pela absolvição. Não é o modo “ideal”, mas requer um ambiente preparado e número suficiente de sacerdotes.


Disposições – arrependimento sincero, firme propósito de reparação, intenção de confessar, não para absolvição, mas para fortalecer a conversão!

 

Estamos prestes a iniciar o tempo do advento. Assim, nossa reflexão deste mês aproveita esse período para nos levar a ter esperança no futuro.

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